terça-feira, 12 de maio de 2009

Que estratégia empresarial para Amares

Amares continua à espera de um plano estratégico ao nível da economia regional capaz de estabelecer verdadeiras orientações por forma a fomentar iniciativas capazes de dinamizar as sinergias conducentes a uma maior competitividade económica e que ao mesmo tempo permita aos empresários e às suas empresas modificar, melhorar ou fortalecer as suas posições estratégicas num mercado nacional e internacional, como sabemos, altamente especializado e qualificado

É preciso incentivar e apoiar todos aqueles que tenham intenções e ideias de melhorar e aperfeiçoar o seu negócio fomentando o seu empreendedorismo no sentido da criação de novas empresas, apoiando as já existentes, numa base de sustentabilidade e das vantagens competitivas de produtos endógenos de qualidade tais como a laranja, o vinho, o milho, a pecuária bem como, o artesanato, as pequenas indústrias e o comércio, pois é fundamental reunir todas as forças características desta região, transformando as ameaças em verdadeiras oportunidades de negócio.

Na sequência do que atrás foi referido, tal desiderato implicaria a criação de espaços próprios (incubadoras de empresas) para a constituição de empresas não poluidoras, atraindo investidores, empresários que apostem também na inovação

Torna-se pois imprescindível implementar um “gabinete do empresário” que ao nível do aconselhamento, acompanhamento e da formação apresente as diferentes formas de apoio comunitário vigente nas diferentes áreas de negócio adoptando, simultaneamente, medidas pró activas conducentes à criação de mais postos de trabalho.

Será importante contribuirmos todos de forma activa para a construção de um concelho atractivo, interessante para todos, e principalmente motivador para novos empresários, com espírito de iniciativa, ambiciosos e capazes de imprimir criatividade e competitividade aliando energias capazes de uma contínua e verdadeira mudança das mentalidades, para que todos juntos construamos um concelho “maior” e melhor para nós e para os vindouros.

Manuel Pereira
O Presidente da comissão política do CDS-PP de Amares

Amares sem apoio do PIDDAC

O Plano de investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) constitui o quadro de referência da despesa pública de investimento realizada pela Administração Central (incluindo despesas de apoio ao investimento de outros sectores institucionais através de subsídios e transferências designadamente no âmbito dos "sistemas de incentivos" e de esquemas de colaboração com entidades exteriores à Administração Central).
Atenta às necessidades de todos nós, a comissão politica do CDS-PP verificou que o Município de Amares foi contemplado apenas com uma pequeníssima verba de 5208 euros, ficando no fim da lista e que não é senão uma desconsideração aos concelhos rurais e com dificuldades económicas e financeiras.
Sobre este assunto, o Senhor Presidente da Câmara apenas se limita, publicamente, a demonstrar o seu desacordo e a sua indignação, todavia, na prática, tudo fica igual, continuamos sem um quartel da GNR, sem uma biblioteca municipal, sem a requalificação do mosteiro de Rendufe, sem a nova ponte sobre o rio homem, com vias de comunicação em estado miserável e com necessidades básicas e de saneamento por construir na maioria das freguesias deste concelho.
É certo que, o presente momento, e dada a situação difícil em que o país vive tudo serve para justificar aumento de impostos sobre o abastecimento de água, recolha dos lixos, de saneamento e do imposto municipal sobre imóveis (IMI), no entanto, podemos verificar, por exemplo: Cabeceiras de Basto e Viana do Castelo foram contemplados com 8,7 e 12,8 milhões de euros, respectivamente, do PIDDAC para 2007.
Mediante esta situação somos levados a reflectir que os órgãos executivos destes últimos municípios estão realmente a desempenhar um papel verdadeiramente importante, para as suas regiões, na defesa intransigente da melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos e por essa razão vêem os seus esforços concretizados, por outro lado, o executivo de Amares precisa fazer algo mais, para defender os interesses e necessidades fundamentais na procura constante da melhoria crescente da qualidade de vida de todos nós.
Assim, é verdadeiramente fundamental agir, de forma sustentada e firme, pois, somos todos nós amarenses que perdemos a possibilidade de melhorarmos a nossa saúde, educação, cultura, as ruas, o património natural e histórico, as infra-estruturas, o nosso bem estar comum, passando ao lado da inovação, do crescimento sustentado capaz de gerar riqueza e fazer de Amares um concelho dinâmico, equitativo e economicamente equilibrado.

O presidente da comissão política de Amares
Manuel Pereira